quarta-feira, 21/10/2026

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Trabalhador percorre mais de 4 horas a pé após ter bicicleta roubada ao voltar do trabalho; assista ao vídeo.

Uma história que poderia ter terminado em desespero se transformou em solidariedade no litoral de São Paulo. Um trabalhador, que teve sua bicicleta roubada após um longo dia de trabalho, percorreu 15 quilômetros a…

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Uma história que poderia ter terminado em desespero se transformou em solidariedade no litoral de São Paulo. Um trabalhador, que teve sua bicicleta roubada após um longo dia de trabalho, percorreu 15 quilômetros a pé entre Cubatão e São Vicente, enfrentando mais de quatro horas de caminhada até chegar em casa. O que ele não esperava era que sua trajetória chamaria a atenção de um vendedor ambulante.

Nielson de Lima da Silva, de 21 anos, atua como vendedor de café há apenas três semanas em um semáforo no bairro Jardim Rio Branco. Na manhã de segunda-feira (19), ele estava atendendo aos clientes quando foi abordado pelo trabalhador. O homem, que estava visivelmente abatido, pediu um café e contou sua triste história: havia sido roubado na madrugada enquanto voltava para casa. Os assaltantes não se contentaram em levar apenas a bicicleta e ignoraram sua oferta de um celular.

“Vim de camelinho [bicicleta]. Os caras: ‘Perdeu’. Eu falei assim ainda: ‘Leva o celular’. ‘Não, não. Eu quero o camelo’”, recordou o trabalhador em seu depoimento. Após o roubo, ele decidiu caminhar até sua casa, enfrentando a solidão da madrugada e a falta de ônibus, que o deixou sem alternativas para pedir ajuda.

Ao ouvir a história, Nielson sentiu a necessidade de agir. Ele compartilhou a situação nas redes sociais, em seu perfil ‘Irmãos do Café’, e o vídeo rapidamente se espalhou, alcançando mais de 50 mil visualizações. A comunidade se mobilizou e, com a ajuda de amigos empreendedores, conseguiram comprar uma nova bicicleta para o trabalhador, mostrando que a solidariedade ainda existe entre os cidadãos.

Embora o trabalhador não tenha feito um boletim de ocorrência sobre o roubo, Nielson tentou encorajá-lo, lembrando-o da importância de não ter vergonha de pedir ajuda. “Não pode ser assim não, irmão. Está ligado? Imagina se eu tivesse vergonha de vender café aqui. Tu acha que eu ia lucrar como? Trabalhador, irmão. Tu é trabalhadorzão”, destacou Nielson. A empatia e a união da comunidade mostram que, mesmo diante de dificuldades, é possível encontrar apoio e esperança.

Crédito da imagem: Trabalhador caminha por 4h após ter bicicleta roubada em SP