quinta-feira, 22/10/2026

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Moradores de Santos se mobilizam e queimam pneus em protesto por atraso na mudança para o Conjunto Prainha II

Na manhã desta quinta-feira (22), os moradores do Jardim São Manoel, em Santos, se mobilizaram em um protesto intenso contra o atraso na mudança para o tão esperado Conjunto Habitacional Prainha II. Cerca de…

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Na manhã desta quinta-feira (22), os moradores do Jardim São Manoel, em Santos, se mobilizaram em um protesto intenso contra o atraso na mudança para o tão esperado Conjunto Habitacional Prainha II. Cerca de 50 pessoas se reuniram para expressar sua indignação, queimando pneus e levantando cartazes em frente ao empreendimento, que promete trazer uma nova esperança para essas famílias.

Com o sol ainda baixo, o clima de frustração era palpável. Valeska Cristina Santos, uma das residentes que espera ansiosamente pela mudança, relatou que sua família foi uma das primeiras a receber as chaves em uma cerimônia simbólica realizada em janeiro. Desde então, a expectativa se transformou em desespero, pois a mudança já foi adiada três vezes. “Prometeram que seria rápido, mas até agora nada. Meu barraco está caindo, e só quero o que é meu”, desabafou Valeska.

Os moradores do Jardim São Manoel vivem em uma área vulnerável a inundações, o que torna a situação ainda mais urgente. Após a promessa inicial de que as mudanças começariam após o Carnaval, a realidade se mostrou bem diferente, e o descontentamento cresceu entre as famílias que aguardam a tão sonhada mudança.

A Companhia de Habitação da Baixada Santista (Cohab-Santista) respondeu ao protesto, anunciando que as mudanças para o Prainha II devem começar em 4 de novembro. A Cohab também informou que novas assinaturas de contrato ocorrerão na próxima semana, seguindo o plano de transferir as famílias para os novos lares, enquanto as atuais moradias serão demolidas.

O Conjunto Habitacional Santos AB – Prainha II, que abrigará 574 apartamentos, foi construído com um investimento de R$ 148,7 milhões e promete infraestrutura adequada, incluindo áreas de lazer e um modelo de financiamento acessível para famílias de baixa renda. No entanto, para os moradores, o que realmente importa é que suas esperanças se concretizem em um lar seguro e digno, e não em promessas vazias.