Um trágico acidente em Guarujá, no litoral paulista, resultou na morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de apenas 25 anos. O incidente ocorreu no dia 19 de julho, quando Daniella e seus amigos retornavam de uma festa em Santos. O motorista do veículo, Murilo Abite, de 26 anos, foi preso e agora responde por homicídio culposo e lesão corporal culposa.
O laudo da Polícia Técnico-Científica não conseguiu determinar com precisão a velocidade do carro nem as causas que levaram à colisão contra um poste. Segundo os peritos, o local do acidente já estava alterado antes da análise, o que dificultou a reconstituição do acontecido. O relatório indicou que o veículo invadiu a calçada e atingiu o poste, mas não conseguiu esclarecer o que provocou essa perda de controle.
Na noite anterior ao acidente, o grupo de amigos havia estado em uma festa no Centro de Santos. Murilo, que afirmou ter consumido apenas algumas cervejas e aguardado várias horas antes de dirigir, alegou que perdeu o controle do carro ao passar por um buraco na Avenida Leomil, nas proximidades da casa de Daniella. O impacto foi devastador, resultando em um traumatismo cranioencefálico grave que levou à morte da jovem.
Após o acidente, Murilo foi preso em flagrante por se recusar a realizar o teste do bafômetro, mas teve a embriaguez confirmada por um exame no IML. Recentemente, ele foi liberado após pagar uma fiança de R$ 8,1 mil, mas terá que cumprir algumas restrições, como comparecer bimestralmente ao juízo e não deixar a comarca sem autorização.
O Ministério Público denunciou Murilo, argumentando que a imprudência e a possível influência do álcool comprometeram sua capacidade de direção. Além do pedido de indenização de R$ 100 mil aos herdeiros de Daniella, o MP também destacou que o motorista permitiu que os passageiros no banco traseiro não usassem cintos de segurança, o que agrava a situação. A comunidade local lamenta profundamente a perda de uma jovem tão promissora e aguarda a justiça para o caso.


