quinta-feira, 29/10/2026

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Investigação aponta que morte de engenheiro após ato a favor de Lula não teve motivação política

A tragédia que abalou Santos na madrugada de sábado (24) revela um lado sombrio da violência urbana. O engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi brutalmente agredido e morreu após se…

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A tragédia que abalou Santos na madrugada de sábado (24) revela um lado sombrio da violência urbana. O engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi brutalmente agredido e morreu após se afastar de um ato político em apoio à reeleição do presidente Lula. A Polícia Civil, que investiga o caso, já descartou motivações políticas ou homofóbicas para o crime, que parece ter sido mais uma ação de um grupo envolvido em roubos e furtos naquela noite.

Marcelo estava presente em um show da Banda Esquerdantina quando resolveu ir ao banheiro. Foi nesse momento que ele foi abordado por membros de um grupo que gravou a agressão e divulgou as imagens nas redes sociais. O delegado Rubens Eduardo Barazal Teixeira, da Polícia Civil de Santos, revelou em coletiva que os agressores já tinham um histórico de atividades infracionais, incluindo pelo menos cinco roubos ou furtos na mesma madrugada.

Após a morte de Marcelo, a situação se agravou com a prisão de um dos adultos envolvidos, que era responsável pela conta no TikTok usada para transmitir a agressão ao vivo. Além dele, outros adolescentes foram apreendidos, um dos quais, um jovem de 17 anos, é suspeito de ser o autor do golpe que derrubou o engenheiro.

O caso chocou a comunidade local, e a Polícia Civil está em busca dos demais suspeitos, tendo expedido mandados de internação e prisão para aqueles que ainda não foram localizados. A família de Marcelo, que sonhava em estudar fora do país, autorizou a doação de seus órgãos, como era seu desejo.

As autoridades incentivam que outras possíveis vítimas de furtos ou roubos ocorridos na madrugada do ataque procurem as delegacias para formalizar suas denúncias. A perda de Marcelo não é apenas uma tragédia pessoal, mas um lembrete da urgência em enfrentarmos a violência que, em um momento de celebração, se transformou em desespero.