Na manhã de sexta-feira (6), uma operação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Civil e o Ministério Público resultou na prisão de seis indivíduos suspeitos de compor uma quadrilha especializada em roubos de cargas na Serra do Cafezal, localizada na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), entre Juquitiba e Miracatu, no interior de São Paulo.
Intitulada “Operação Serra do Cafezal”, a ação não se limitou apenas ao Vale do Ribeira, mas se estendeu a outras regiões do país, abrangendo operações no Nordeste, Sudeste e Sul. Durante a operação, foram expedidos mandados para 14 alvos, embora a PRF não tenha especificado quantos desses suspeitos residiam na região.
De acordo com as investigações, a quadrilha utilizava táticas brutais para abordar os motoristas na Serra do Cafezal, forçando-os a parar em uma comunidade nas margens da rodovia e, em seguida, roubando as cargas. Das seis prisões realizadas, cinco ocorreram durante o cumprimento de mandados, e uma sexta pessoa foi detida em flagrante ao ser encontrada com uma espingarda, munições e equipamentos de comunicação durante uma busca.
Com a participação de mais de 150 policiais de oito estados, a operação mobilizou uma estrutura robusta, incluindo helicópteros, cães farejadores, drones e motociclistas. O trabalho conjunto envolveu também oito promotores de Justiça e mais de 20 policiais civis, destacando a seriedade e a abrangência da ação.
A PRF ressaltou que essa operação faz parte da Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Cargas (Redecarga), uma iniciativa voltada para a segurança no corredor da Régis Bittencourt. Os resultados já estão aparecendo: de acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os registros de roubos e furtos de cargas nas cidades de Itapecerica da Serra, Cajati, Miracatu, Barra do Turvo e Juquitiba apresentaram uma queda impressionante de 68,2%.
Entre janeiro e setembro de 2025, foram documentados 132 casos de roubos e furtos, enquanto no mesmo período de 2026, esse número caiu para apenas 42 ocorrências. A PRF acredita que essa redução é um reflexo do trabalho contínuo das instituições de segurança pública e da tendência de queda geral observada em todo o estado.



