Na manhã da última quarta-feira, dia 4, uma cobra-d’água (Erythrolamprus miliaris) surpreendeu uma moradora de São Vicente ao aparecer dentro de sua casa. O incidente ocorreu na Avenida Cellula Matter, quando o animal conseguiu acessar o imóvel por meio da tubulação. Felizmente, a Guarda Civil Municipal (GCM) Ambiental foi acionada e capturou a serpente sem ferimentos, devolvendo-a em seguida a um habitat natural.
A prefeitura local informou que a Inspetoria Ambiental foi chamada para lidar com a situação e, após uma avaliação, confirmou que a cobra estava em boas condições. Para a segurança da população, a GCM Ambiental recomenda que as pessoas não tentem capturar ou manusear animais silvestres que adentram residências. O telefone 153 está disponível para acionamento da corporação em casos semelhantes.
A cobra-d’água, uma espécie semiaquática e não peçonhenta, é conhecida por sua natureza tímida. Embora possa morder se se sentir ameaçada, suas mordidas geralmente resultam em ferimentos leves. Essa serpente desempenha um papel fundamental no meio ambiente, ajudando no controle de anfíbios e peixes, o que é crucial para a saúde dos ecossistemas.
Esse tipo de cobra é frequentemente avistado em regiões próximas a rios, canais e mangues, além de áreas com vegetação densa e resíduos, onde há uma abundância de alimento, como sapos. Os encontros com a cobra-d’água podem ocorrer durante todo o ano, mas são mais comuns nos meses chuvosos.
Em média, a cobra-d’água mede entre 65 e 90 centímetros, com as fêmeas geralmente sendo maiores que os machos. Como uma espécie ovípara, elas podem depositar cerca de dez ovos por ciclo reprodutivo. Sua coloração varia entre verde-amarelado e preto, com padrões que lembram um xadrez. A parte inferior do corpo é predominantemente amarela, e sua cabeça é estreita e arredondada, características que a tornam um animal fascinante para quem se depara com ela na natureza.



