domingo, 08/11/2026

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Juíza que impôs pena de 123 anos a sargento compartilha critérios para decisões em casos de grande impacto na comunidade

A juíza Thais Caroline Brecht Esteves, de 46 anos, é uma das figuras mais proeminentes do sistema judiciário de Santos, SP, e recentemente ganhou destaque ao presidir o julgamento do sargento da Polícia Militar,…

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A juíza Thais Caroline Brecht Esteves, de 46 anos, é uma das figuras mais proeminentes do sistema judiciário de Santos, SP, e recentemente ganhou destaque ao presidir o julgamento do sargento da Polícia Militar, Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho. Ele foi condenado a 123 anos e quatro meses de prisão por assassinar a esposa e tentar matar a filha em uma clínica médica. Este caso chocou a comunidade local e levantou discussões sobre a violência doméstica.

Thais, que se destaca como a primeira mulher a assumir a titularidade da Vara do Júri e Execuções Criminais da cidade, compartilhou em entrevista como essa conquista representa não apenas um marco pessoal, mas também uma mudança significativa em um espaço tradicionalmente dominado por homens. “Ser a primeira mulher a ocupar essa posição é um grande orgulho. Isso demonstra que estamos avançando”, afirmou. Ela destacou que, apesar do progresso, ainda enfrenta desafios relacionados à misoginia na profissão.

Em sua trajetória, Thais não sempre sonhou em ser juíza. Iniciou sua formação acadêmica em Direito e, após uma carreira de advocacia, percebeu que a magistratura era o caminho onde poderia realmente buscar a justiça. “Acredito que como juíza posso decidir com consciência e responsabilidade”, disse. Desde que tomou posse, teve uma carreira marcada por dedicação e diversidade de funções, sempre conciliando sua vida profissional com a maternidade de três filhos.

Em relação ao seu trabalho, a juíza enfatizou a complexidade de conduzir julgamentos, que podem se estender por horas, exigindo atenção e foco constantes. “Os júris podem durar até 14 horas seguidas, e a pressão é intensa. É necessário manter um ambiente de respeito e acolhimento, tanto para as vítimas quanto para os réus”, explicou. Thais também comentou sobre a importância de uma decisão justa, que leve em conta todas as circunstâncias do crime, e não apenas a gravidade em si.

Para ela, o equilíbrio emocional é fundamental para lidar com casos que despertam comoção pública. “Faço terapia e busco sempre decidir de forma fundamentada, sem me deixar levar por impulsos ou emoções momentâneas”, contou. Thais também deixou uma mensagem encorajadora para outras mulheres que desejam seguir na carreira jurídica: “Não deixem de acreditar na sua capacidade e continuem estudando. O caminho pode ser mais desafiador, mas a força e a determinação são o que nos movem.” Em um momento em que a sociedade clama por justiça, sua voz se torna cada vez mais relevante.