A morte de um recém-nascido em um hospital de Registro, interior de São Paulo, levanta preocupações sobre a qualidade do atendimento médico. A Polícia Civil já está investigando o caso, que foi registrado como homicídio culposo, devido à alegação de negligência dos profissionais de saúde por parte dos pais do bebê, Anthony.
Neon Franco de Arruda, pai de Anthony, expressou sua dor ao falar sobre a perda do filho, que era o primeiro do casal. Ele revelou que, ao voltar para casa com as mãos vazias, a sensação de que algo estava faltando é insuportável. “Infelizmente, hoje, a gente não pode estar com ele aqui. A gente não imaginava isso”, desabafou.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que o caso está sendo tratado com seriedade na Delegacia Seccional de Registro. Em resposta à situação, a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Registro (Apamir), que mantém o Hospital São João, afirmou que está tomando as medidas necessárias para apurar os fatos e reafirmou seu compromisso com a transparência e a segurança dos pacientes.
Bruna Gabriely Arruda, mãe de Anthony, estava ansiosa para dar à luz, já que sua gestação parecia tranquila. No entanto, ao chegar ao hospital no dia 6 de outubro, com nove meses de gestação e dois centímetros de dilatação, a situação se complicou. Após sentir fortes dores e solicitar uma cesárea, a equipe médica informou que precisaria aguardar a chegada da obstetra, que só chegaria às 6h do dia seguinte.
Quando a médica finalmente chegou, constatou que os batimentos cardíacos de Anthony estavam fracos. Bruna foi levada para a cesárea, mas, infelizmente, o bebê não sobreviveu. Neon contou que, mesmo com tentativas de reanimação, o filho não reagiu. “Fizeram tudo o que podiam, mas ele não teve reação nenhuma”, lamentou o pai.
Após a tragédia, Neon buscou entender o que realmente aconteceu. Ele acredita que a demora na realização do procedimento cirúrgico pode ter sido crucial e ainda se sente angustiado pela falta de clareza nas informações dadas pela equipe médica. “A gente precisa saber o que aconteceu, é isso que eu quero entender”, afirmou Bruna, visivelmente abalada pela situação.

