sábado, 17/10/2026

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MP-SP solicita arquivamento de investigação sobre inspetor acusado de abuso sexual em escola

Um caso de suposta violência sexual envolvendo um inspetor escolar em Itanhaém, no litoral paulista, teve um novo desdobramento. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) decidiu solicitar o arquivamento do inquérito que investigava…

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Um caso de suposta violência sexual envolvendo um inspetor escolar em Itanhaém, no litoral paulista, teve um novo desdobramento. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) decidiu solicitar o arquivamento do inquérito que investigava Marcelo Pinheiro da Silva, que havia sido afastado de suas atividades na Escola Municipal Professor Walter Arduini. As denúncias surgiram após mães de alunos de apenas cinco anos suspeitarem de abusos ocorridos na instituição.

As queixas foram levadas à Polícia Civil, resultando na prisão preventiva do inspetor, que ocorreu em 6 de agosto. No entanto, a Justiça revogou a prisão cerca de duas semanas depois, após uma nova análise do MP-SP, que considerou o conjunto de provas “inteiramente frágil”. A promotora Mayara Cristina Navarro Lippel e o analista jurídico Maurício Carboni Requena assinaram o pedido de arquivamento na última sexta-feira. Para eles, os depoimentos das mães, as gravações de segurança e os laudos periciais não sustentavam a acusação.

A defesa de Marcelo, representada pelo advogado Rui Franco, celebrou a decisão do MP-SP e afirmou que o cliente foi solto do Centro de Detenção Provisória em 20 de agosto. O advogado destacou as inconsistências nas acusações desde o início do caso e anunciou que tomará as medidas necessárias para que Marcelo retome sua vida normal.

As denúncias relatam que os supostos abusos teriam ocorrido em uma sala da escola, onde as crianças foram levadas sob pretextos enganosos. Um dos meninos contou que foi ameaçado para não revelar o que aconteceu. A mãe de outra criança também procurou a polícia após perceber que sua filha estava apresentando comportamentos preocupantes.

A Prefeitura de Itanhaém, por sua vez, se manifestou sobre o caso, afirmando que instaurou um processo administrativo para investigar as alegações. A Secretaria de Educação expressou repúdio a qualquer ato que comprometa a segurança dos alunos e garantiu que está colaborando com as investigações, disponibilizando imagens e relatórios técnicos para a Polícia Civil.