A tragédia que abalou a comunidade acadêmica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) no Campus Baixada Santista traz à tona uma série de questões sobre a violência política no Brasil. A instituição suspendeu suas atividades nesta terça-feira (27) em luto pela morte do engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, que foi brutalmente agredido após participar de um ato em apoio ao presidente Lula.
Marcelo, mestrando em Ecologia Marinha e ativo em diversas atividades da universidade, teve sua vida interrompida de forma trágica. Ele se afastou de um evento da Banda Esquerdantina na madrugada de sábado (24) e, ao ir ao banheiro, foi cercado por um grupo de ao menos sete homens. O mais chocante é que os agressores transmitiram a violência ao vivo nas redes sociais, revelando a brutalidade do ato.
Após ser encontrado desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias, Marcelo foi levado à Santa Casa de Santos e, posteriormente, transferido para o Hospital São Paulo, onde a família confirmaria a morte cerebral no dia seguinte. A Unifesp divulgou uma nota manifestando sua solidariedade à família, amigos e à comunidade universitária, e reforçou a necessidade de responsabilização dos envolvidos na agressão.
A Bateria Repicapau e a Torcida Organizada Baixada de Gaza, grupos que Marcello fazia parte, também expressaram seu pesar e indignação nas redes sociais. Enquanto a bateria relembrava os bons momentos que tiveram com ele, a torcida destacou a importância de Marcelo na história da instituição, clamando por justiça.
As investigações sobre o caso estão em andamento no 4º Distrito Policial de Santos. A Secretaria de Segurança Pública está analisando imagens e buscando testemunhas que possam ajudar a identificar os responsáveis pela agressão, que não apenas tirou a vida de um jovem talentoso, mas também deixou um rastro de dor e indignação em toda a comunidade.
A Esquerdantina também se manifestou, repudiando a violência e alertando para os perigos da homofobia e do ódio político. “Precisamos nos unir contra esses atos de intimidação”, enfatizaram, pedindo que a sociedade não aceite mais a naturalização da violência como forma de expressão política.
A morte de Marcelo de Oliveira Rocha ressalta a urgência de uma reflexão profunda sobre a violência política no Brasil e a necessidade de proteção aos cidadãos, independentemente de suas crenças ou orientações. Que sua história não seja esquecida e que sirva de alerta para todos nós.



