Um triste episódio abalou a cidade de Santos (SP) na madrugada do dia 24 de outubro, quando o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi agredido e roubado por um grupo de jovens enquanto saía de um evento em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A tragédia ganhou contornos ainda mais chocantes ao ser transmitida ao vivo nas redes sociais.
Marcelo, que se afastou da apresentação da Banda Esquerdantina para ir ao banheiro, foi abordado por pelo menos sete homens. Dentre os suspeitos, um adolescente de 17 anos, que pratica boxe, é acusado de desferir o soco que derrubou o engenheiro. O jovem foi encontrado em Itariri, na casa de uma avó, após fugir do local.
Em meio à comoção, a defesa do adolescente entrou com um pedido no Tribunal de Justiça de São Paulo para revisar a decisão que mantém sua internação provisória. O advogado, Octavio Rolim, argumenta que a apreensão ocorreu em um período que, segundo o Código Eleitoral, deveria proibir a detenção de eleitores, citando o artigo 236, que protege os cidadãos nos cinco dias anteriores e nas 48 horas seguintes à eleição.
Embora a Polícia Civil tenha afirmado que o adolescente não possuía título de eleitor e não estava apto a votar, a defesa sustenta que a proteção se aplica a jovens de 16 e 17 anos, mesmo aqueles que não tiraram o documento. Rolim pediu ao desembargador Roberto Solimene que reconsidere a decisão de manter o jovem em internação, solicitando sua liberação.
As investigações continuam e a Polícia Civil já identificou nove pessoas envolvidas no crime, sendo que sete são adolescentes e dois adultos. Dentre eles, seis menores já foram apreendidos. A morte de Marcelo de Oliveira Rocha não apenas choca, mas também levanta discussões sobre a violência nas ruas e a responsabilidade dos jovens em atos criminosos.



