Na tarde deste domingo (25), a Baixada Santista viveu um cenário de frustração em meio às eleições, mesmo com a prorrogação da votação até às 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF. A população esperava que a extensão do horário oferecesse uma nova chance para os eleitores, mas, na prática, a maioria dos locais de votação na região já havia fechado as portas.
Conforme informações do g1, apenas o Colégio Jean Piaget, em Santos, continuou recebendo eleitores após a nova determinação. A situação foi especialmente complicada para aqueles que, como a aposentada Cemira Arima, de 80 anos, tentaram chegar a tempo. Ela se deslocou até o Liceu Santista, acreditando que poderia ajudar seu filho a votar, mas encontrou a escola já fechada, frustrando suas expectativas.
De acordo com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), mais de 80% das urnas já haviam sido encerradas quando a prorrogação foi anunciada. Nas zonas eleitorais de Praia Grande, Bertioga e Peruíbe, todas as seções já tinham finalizado a votação às 17h, e a 272ª Zona de Santos ainda estava verificando quais escolas poderiam estar abertas.
A decisão do ministro Zanin foi clara: os eleitores que chegassem aos locais de votação até as 19h teriam o direito de votar, independentemente do horário em que isso ocorresse. Contudo, na prática, essa prorrogação não trouxe alívio para muitos eleitores da Baixada Santista, que chegaram às suas seções já sem a possibilidade de exercer seu direito ao voto.
Até o fechamento desta matéria, o g1 havia tentado contato com o TRE-SP e o TSE para saber se alguma escola na região tinha acatado a prorrogação, mas não obteve resposta. A situação deixou muitos cidadãos descontentes e sem entender a lógica por trás da prorrogação diante do fechamento precoce das urnas.


