domingo, 25/10/2026

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Menina de 11 anos é atacada por pit bull e fica gravemente ferida em São Paulo

Um incidente alarmante marcou o dia 22 de setembro em Registro, no interior paulista, quando uma menina de apenas 11 anos foi severamente ferida por um pit bull. A situação, que deixou a comunidade…

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Um incidente alarmante marcou o dia 22 de setembro em Registro, no interior paulista, quando uma menina de apenas 11 anos foi severamente ferida por um pit bull. A situação, que deixou a comunidade em choque, também envolveu a mãe da criança, que se feriu ao tentar protegê-la do ataque.

Segundo informações da Polícia Militar, o ataque ocorreu por volta das 13h50, no Centro de Registro. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o pit bull já contido em um canil, mas com evidências de sangue espalhadas pela casa. A mãe relatou que a filha foi atacada enquanto tentava entrar na residência, e familiares imediatamente socorreram a criança, que sofreu múltiplas lesões, incluindo ferimentos graves no rosto.

A menina foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, em seguida, transferida para o Hospital Regional de Registro. A mãe, após passar por uma avaliação médica, foi liberada. No entanto, o estado de saúde das vítimas não foi divulgado pelas autoridades locais.

O Corpo de Bombeiros, acionado pela Polícia Ambiental, contou com a ajuda de um veterinário para controlar o pit bull, que demonstrava um comportamento agressivo. O animal foi transferido para o Centro de Zoonoses de Registro, enquanto a situação foi registrada na delegacia local, resultando em um boletim de ocorrência por omissão de cautela na guarda de animais e lesão corporal.

Embora a identidade do proprietário do pit bull não tenha sido revelada, o caso levanta questões sobre a responsabilidade de tutores de animais, especialmente de raças que podem apresentar comportamentos agressivos. Em uma análise sobre a raça, o veterinário Maurício Souza de Moura, que já foi criador de pit bulls, explicou que, embora esses cães tenham sido originalmente desenvolvidos para combate, o comportamento agressivo com humanos normalmente é um desvio.

Para aqueles que se deparam com a possibilidade de um ataque canino, Maurício recomenda manter a calma e adotar uma postura ereta para afastar o animal. Ele enfatiza que muitos ataques poderiam ser evitados se as pessoas agissem com coragem e sabedoria. Em caso de um ataque, o ideal é tentar proteger partes do corpo que possam ser recuperadas, como o braço, evitando risco de vida.

No contexto de segurança, é vital que tutores de cães, especialmente raças potencialmente agressivas, sigam as recomendações legais, como o uso de guia curta e focinheira. O veterinário alerta que, caso o comportamento do animal não melhore com adestramento ou tratamento, a reabilitação em um centro especializado deve ser considerada antes de pensar na eutanásia.

A situação em Registro serve como um lembrete da importância da responsabilidade na posse de animais, e como um incidente pode impactar não só as vítimas, mas toda a comunidade.

Crédito da imagem: Pit bull (imagem ilustrativa)