sexta-feira, 23/10/2026

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Porto de Santos inicia abastecimento de navios com etanol

Na vanguarda da sustentabilidade, o Porto de Santos, em São Paulo, deu um importante passo na descarbonização do transporte marítimo ao realizar o primeiro abastecimento regular de navios com etanol no Brasil. A operação,…

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Na vanguarda da sustentabilidade, o Porto de Santos, em São Paulo, deu um importante passo na descarbonização do transporte marítimo ao realizar o primeiro abastecimento regular de navios com etanol no Brasil. A operação, que ocorreu na segunda-feira (19), marca uma nova fase após o abastecimento pioneiro do navio CMA CGM IRON em julho. Este mesmo porta-contêineres, que possui um motor tricombustível certificado para operar com etanol, volta ao Porto para receber o combustível renovável.

Com a realização de novas operações previstas até o final deste ano, a Autoridade Portuária de Santos (APS) destaca que 159 embarcações já estão equipadas para utilizar etanol. Além disso, até 2030, mais de 450 novos navios devem ser incorporados à frota, todos com motores compatíveis com essa alternativa ecológica. A parceria entre CMA CGM, Copersucar, Bunker One, AGEO Terminais e Santos Brasil foi fundamental para a implementação desse projeto inovador.

Tradicionalmente, os navios dependem de combustíveis fósseis, mas a utilização do etanol surge como uma alternativa promissora para reduzir as emissões de gases poluentes. O etanol utilizado é produzido por usinas ligadas à Copersucar e transportado até o Porto de Santos pela Evolua Etanol, com armazenamento pela AGEO Terminais antes de ser fornecido aos navios. A Bunker One, por sua vez, desenvolveu um protocolo específico para garantir a segurança e a eficiência do abastecimento, levando em conta as particularidades do combustível.

A primeira operação de abastecimento com etanol no país foi um marco, e agora a cidade de Santos se posiciona como um exemplo a ser seguido em iniciativas de sustentabilidade no setor marítimo. A APS acredita que essa prática pode ser implementada de forma segura e em escala comercial, abrindo caminho para um futuro mais verde nas operações portuárias.