sábado, 17/10/2026

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Porto de Santos se prepara para receber dois novos berços de atracação na Alemoa para granéis líquidos

A região da Alemoa, no Porto de Santos, se prepara para receber um importante avanço em sua infraestrutura portuária. A partir de 2027, dois novos berços públicos de atracação serão construídos, resultado de uma…

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A região da Alemoa, no Porto de Santos, se prepara para receber um importante avanço em sua infraestrutura portuária. A partir de 2027, dois novos berços públicos de atracação serão construídos, resultado de uma parceria entre Ultracargo, Stolthaven Terminals, Granel Química e Vopak. O contrato com a Autoridade Portuária de Santos foi formalizado em março de 2026, e o projeto promete elevar a capacidade de movimentação de granéis líquidos em cerca de 3 milhões de toneladas anuais.

Uma das principais inovações trazidas por esta obra será a possibilidade de atracação de navios maiores, com capacidade de até 70 mil toneladas de porte bruto. Isso representa um aumento de 17% na capacidade atual, o que deve otimizar o transporte de cargas e reduzir as viagens fracionadas. Com a ampliação, o Porto de Santos não apenas ganhará em eficiência, mas também em produtividade, proporcionando melhores condições para as operações que ocorrem na Alemoa.

Entretanto, a construção não será isenta de desafios. As obras precisarão ser realizadas sem interromper o funcionamento do porto, exigindo uma coordenação cuidadosa para garantir a segurança e a continuidade das operações. Além disso, a disponibilidade de equipamentos de dragagem é uma preocupação, considerando o número crescente de projetos de infraestrutura portuária em todo o Brasil.

Em nota, as empresas envolvidas destacaram a importância do projeto para a logística nacional. “O Porto de Santos é um ponto nevrálgico na logística do Brasil, e iniciativas como esta são essenciais para prepará-lo para as demandas futuras, aumentando a eficiência e a competitividade”, afirmaram. A expectativa é que as novas estruturas contribuam significativamente para a modernização do complexo portuário e para a adaptação às mudanças nas cadeias de abastecimento.