quarta-feira, 21/10/2026

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Reconhecendo o sofrimento emocional: um aspecto essencial da liderança na nossa comunidade

Em um ambiente de trabalho dinâmico, mudanças no comportamento de colaboradores podem ser sinais de que algo não vai bem. Para os líderes, notar esses indícios — como a diminuição da participação nas reuniões,…

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Em um ambiente de trabalho dinâmico, mudanças no comportamento de colaboradores podem ser sinais de que algo não vai bem. Para os líderes, notar esses indícios — como a diminuição da participação nas reuniões, dificuldades que antes eram raras, isolamento e irritabilidade — é fundamental para entender se alguém da equipe precisa de suporte emocional. A psicóloga organizacional Wanyer Ferreira, da Perfil Saúde Corporativa, destaca que sintomas como falta de concentração, atrasos frequentes e comentários autodepreciativos podem indicar sofrimento, mas é preciso cuidado ao interpretar essas situações. Cada sinal deve ser analisado dentro de um contexto mais amplo.

O primeiro passo para um gestor que percebe essas mudanças é abrir um canal de diálogo. Abordar o colaborador em um ambiente reservado, sem pressa, e fazer perguntas abertas como “Como você tem se sentido no trabalho?” pode facilitar a conversa. O gestor deve ouvir mais do que falar e evitar comparações ou soluções precipitadas. É crucial que o trabalhador tenha liberdade para decidir o que compartilhar, sem que a conversa se torne uma invasão de sua privacidade.

Vale lembrar que nem sempre o problema está no indivíduo. A forma como o trabalho é organizado pode afetar o bem-estar emocional dos funcionários. Metas desafiadoras, falta de reconhecimento e comunicação deficiente são alguns fatores que podem levar ao estresse e à sensação de impotência. Nesse cenário, a liderança deve não apenas ouvir, mas também agir, ajustando prioridades e melhorando a comunicação na equipe.

Com a recente atualização da NR-01, que inclui fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, a importância de considerar tanto o indivíduo quanto as condições de trabalho se torna ainda mais evidente. Para lidar com questões de saúde mental, é essencial que os gestores desenvolvam competências de escuta e empatia. Wanyer ressalta que habilidades como comunicação não-violenta e inteligência emocional são fundamentais. No entanto, essa capacitação deve ser contínua e adaptada à realidade da empresa, por meio de diagnósticos que identifiquem as principais fontes de sofrimento.

É importante lembrar que os gestores também enfrentam pressão e estresse. Eles lidam com expectativas de suas equipes e da organização, o que torna necessário que tenham acesso a suporte e não sejam vistos como os únicos responsáveis por resolver questões de saúde mental. Uma liderança eficaz não é aquela que tem todas as respostas, mas sim aquela que reconhece mudanças, promove um espaço seguro para conversas e sabe quando buscar ajuda. A Perfil Saúde Corporativa defende que essa abordagem integrada é essencial para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e seguros.

Crédito da imagem: Perfil Saúde Corporativa