Um crime brutal chocou a comunidade de Santos e agora resulta em uma condenação exemplar. O sargento da Polícia Militar, Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho, foi considerado culpado pelo assassinato de sua esposa, Amanda Fernandes Carvalho, e pela tentativa de homicídio contra a filha do casal, de apenas 10 anos. A pena imposta é de 123 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado.
O crime ocorreu em maio de 2025, dentro de uma clínica médica no bairro Marapé, onde Amanda foi atacada com uma série de facadas e tiros. A filha, que também estava presente, foi baleada, mas conseguiu sobreviver após uma internação de seis dias. Samir foi preso em flagrante logo após a tragédia.
O julgamento, realizado no Fórum de Santos, se estendeu por dois dias, com a apresentação de 12 testemunhas. Durante sua defesa, Samir alegou não se recordar dos eventos do dia do crime. As argumentações da acusação e da defesa se seguiram em um debate que durou mais de cinco horas, culminando na sentença proferida na noite de quinta-feira (15).
O advogado de Samir, João Carlos Campanini, já anunciou a intenção de recorrer da decisão, argumentando que o réu não estava em pleno uso de suas faculdades mentais no momento do crime. “Ele não queria esse resultado, ele não tinha sua vontade livre e consciente”, declarou o advogado.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) classificou o assassinato como feminicídio, enfatizando as circunstâncias de violência doméstica e o uso de meios cruéis. Além disso, a acusação destaca a tentativa de homicídio contra a filha, também no contexto de perigo comum e dissimulação.
Davi Fernandes Costa Carvalho, filho da vítima, expressou seu desejo de que Samir nunca mais se aproxime dele ou de sua família, revelando que o pai era conhecido por seu comportamento agressivo e por já ter ameaçado a família anteriormente.
O laudo necroscópico apresentado durante o julgamento revelou a gravidade dos ferimentos de Amanda, que sofreu múltiplas facadas e tiros disparados à queima-roupa, resultando em uma morte violenta e dolorosa.
Este caso trágico levanta questões profundas sobre a violência doméstica e a necessidade de proteção às vítimas, evidenciando a urgência de se reforçar as políticas de segurança e apoio àquelas que enfrentam situações similares.
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