Liozélio Alves da Costa, de 30 anos, está sendo julgado nesta terça-feira (20) no Fórum de Guarujá, litoral de São Paulo, por ter assassinado sua esposa, Milena Oliveira dos Santos, com pelo menos 19 facadas. O crime, ocorrido em outubro de 2024, chocou a comunidade do Jardim Mar e Céu, onde o casal vivia.
Milena, apenas 26 anos, foi brutalmente atacada, recebendo 11 golpes nas costas, além de ferimentos na mão, tórax, ombro e rosto. A perícia confirmou a gravidade da agressão, que foi classificada como feminicídio qualificado. O acusado, após o crime, não prestou socorro à vítima e fugiu para a casa da irmã, mas acabou se entregando à polícia, alegando ter consumido álcool e drogas.
O julgamento promete ser intenso, com a expectativa de ouvir sete testemunhas, incluindo quatro de defesa e duas de acusação. A advogada Nathalia Farias de Souza, que atua na acusação, defende que, apesar do estado de embriaguez e uso de drogas, Liozélio tinha plena consciência de suas ações. “Ele tinha a capacidade de entender a ilicitude dos fatos e de se autodeterminar”, afirmou em entrevista.
O crime ocorreu em uma madrugada de outubro, após uma discussão entre o casal. Liozélio relatou que havia se encontrado com Milena um dia antes, mas que, ao retornar para casa, acabou se embriagando e consumindo cocaína, o que gerou descontentamento por parte da vítima. Segundo o depoimento, a discussão escalou, levando o acusado a pegar uma faca e atacar Milena. Ele declarou não lembrar do número exato de facadas desferidas, mas fugiu ao ver sua esposa caída no chão. O caso levanta questões profundas sobre a violência contra a mulher e a necessidade de um olhar mais atento sobre as dinâmicas familiares em nossa região.


