A Polícia Federal fez uma nova revelação que chama a atenção de quem vive no litoral paulista: a influenciadora digital Paula Simões, que ganhou notoriedade nas redes sociais, é apontada como uma figura central em um esquema criminoso vinculado à máfia italiana ‘Ndrangheta’. Acusada de ser a ‘herdeira operacional’ da organização, Paula teria assumido o controle das atividades de tráfico de cocaína no Brasil após a prisão de seu marido, Patrick Assisi, e de seu sogro, Nicola Assisi, há cinco anos em Praia Grande.
Com um público de quase 30 mil seguidores no Instagram, Paula teria intermediado contatos entre fornecedores da América do Sul e investidores europeus, coordenando carregamentos de cocaína destinados ao exterior. A defesa da influenciadora nega todas as acusações, ressaltando que nenhum entorpecente foi encontrado com ela durante as investigações.
Os detalhes da investigação são alarmantes. Paula utilizava o codinome ‘Chanel’ em um aplicativo de mensagens criptografadas e teria enfrentado ameaças de integrantes da ‘Ndrangheta’ por conta de um relacionamento extraconjugal. Além disso, os criminosos teriam estipulado um preço de € 250 mil pela sua cabeça, em função do estilo de vida luxuoso que levava, sustentado pelo tráfico de drogas, entre 2019 e 2023.
As investigações também revelaram um elaborado esquema de lavagem de dinheiro. Paula é suspeita de ter colaborado com o doleiro Tharek Mourad Mourad, preso pela PF, em um sistema financeiro ilícito que movimentou mais de US$ 6 milhões. Esse sistema operava por meio de ‘tokens’, permitindo a transferência de dinheiro para a compra de drogas e outros gastos pessoais.
Além do envolvimento com o tráfico, Paula já enfrentou a Justiça por lavagem de dinheiro, relacionada à compra de dois apartamentos em São Paulo, adquiridos com recursos do tráfico do marido. A Justiça concluiu que as transações foram feitas em seu nome para esconder a verdadeira origem do dinheiro, levantando mais suspeitas sobre sua participação no esquema.
A defesa de Patrick Cardoso, que também foi mencionado nas investigações, defende que o advogado sempre atuou dentro dos limites da lei e já solicitou a revogação de sua prisão. Por sua vez, o advogado de Paula Simões reafirma a inocência de sua cliente, argumentando que as suspeitas da PF são meras inferências e não se sustentam em provas concretas.


