sexta-feira, 23/10/2026

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Navio histórico é removido do Porto de Santos após sete meses de afundamento parcial

Após um longo período de espera, o navio Professor W. Besnard, que carrega a história das primeiras expedições brasileiras à Antártica, foi finalmente retirado do Porto de Santos, nesta sexta-feira (23). A embarcação, que…

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Após um longo período de espera, o navio Professor W. Besnard, que carrega a história das primeiras expedições brasileiras à Antártica, foi finalmente retirado do Porto de Santos, nesta sexta-feira (23). A embarcação, que havia afundado parcialmente no cais do Valongo há sete meses, agora segue para um estaleiro em Guarujá, onde passará por uma avaliação técnica.

A operação de remoção foi coordenada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e pela empresa Marfort Serviços Marítimos, envolvendo cerca de 80 profissionais e quatro rebocadores. O trabalho, que durou aproximadamente uma hora, marca um passo importante na recuperação do navio, que estava fora de operação desde 2008 e passava por reformas antes do incidente.

No dia 13 de março, o Professor W. Besnard adernou devido à entrada de água da chuva, o que levou a APS a contratar a Marfort para a remoção, com um investimento emergencial de R$ 8,6 milhões. O planejamento inicial previa que o navio fosse levado ao estaleiro em maio, mas a operação foi adiada até agora, 23 de setembro.

O próximo passo será a perícia no estaleiro, que determinará se o casco da embarcação pode ser recuperado e se o navio poderá voltar a navegar. “O perito vai avaliar se a recuperação é viável apenas para flutuação ou se o navio poderá navegar novamente”, explicou Anderson Pomini, presidente da APS, em declarações anteriores.

O Professor W. Besnard, que possui 49,3 metros de comprimento, foi construído em 1966 e é um marco na pesquisa científica brasileira, tendo realizado mais de 260 viagens e coletado dados em mais de 10 mil pontos. A embarcação, que também enfrentou um incêndio devastador em 2008, representa uma parte significativa da história da pesquisa marinha no Brasil, e sua recuperação é esperada com ansiedade por muitos.