quarta-feira, 21/10/2026

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Saúde mental ganha destaque nas conversas sobre bem-estar profissional na região

A saúde mental se tornou um assunto central nas discussões sobre qualidade de vida, especialmente em ambiente de trabalho. Durante o Setembro Amarelo, que visa conscientizar sobre a prevenção do suicídio e automutilação, essa…

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A saúde mental se tornou um assunto central nas discussões sobre qualidade de vida, especialmente em ambiente de trabalho. Durante o Setembro Amarelo, que visa conscientizar sobre a prevenção do suicídio e automutilação, essa questão ganha destaque. No entanto, é essencial que essa conversa não se restrinja a campanhas de um mês, mas que se estenda para a forma como o trabalho é organizado e as relações profissionais são construídas.

O foco na saúde mental no ambiente corporativo reflete uma mudança significativa nas práticas de Saúde e Segurança no Trabalho. Historicamente voltadas para a prevenção de acidentes, as abordagens agora se ampliam, contemplando também fatores psicossociais e a organização do trabalho. Em 2026, essa transformação se intensificou com a inclusão da prevenção de riscos psicossociais nas diretrizes do Ministério do Trabalho e Emprego.

Dr. Charles Dias, médico da Perfil Saúde Corporativa, destaca que a relação entre trabalhadores e suas funções se alterou nos últimos anos. O conceito de bem-estar se expandiu, incluindo não apenas a saúde física, mas também a saúde mental e social. “Saímos de uma abordagem reativa e focada em exames para um olhar que valoriza o bem-estar integral”, explica o médico.

Embora programas de qualidade de vida e benefícios sejam importantes, eles não garantem um ambiente de trabalho saudável por si só. A experiência do trabalhador é moldada por como as atividades são organizadas, a relação com a liderança, a clareza nas responsabilidades e a autonomia oferecida. A pressão excessiva e a falta de diálogo podem criar um ambiente tóxico, e o papel do gestor é fundamental para construir um espaço de trabalho mais saudável.

O Setembro Amarelo deve ser visto como o início de um processo contínuo de atenção à saúde mental. As condições de trabalho, embora não sejam a única causa do sofrimento psíquico, podem ser riscos que precisam ser geridos. Dr. Dias defende que a capacitação das lideranças é crucial para que elas reconheçam sinais de sofrimento e ajudem a criar um ambiente acolhedor.

A inclusão de fatores de risco psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais é um passo importante para que as empresas adotem uma visão mais abrangente sobre o bem-estar de seus colaboradores. Esses fatores envolvem aspectos como carga de trabalho, comunicação e apoio entre equipes. A identificação de riscos deve ocorrer de forma preventiva, considerando que esses são tão legítimos quanto riscos físicos.

Para que as empresas possam avançar nesse sentido, a escuta ativa dos trabalhadores é essencial. Pesquisas de clima e grupos focais podem ajudar a mapear as percepções dos profissionais sobre sua carga de trabalho e suas relações no ambiente. Além disso, é vital que os gestores avaliem se suas práticas realmente refletem um cuidado genuíno com a saúde mental.

A saúde dos trabalhadores deve ser uma preocupação constante, não limitada a campanhas específicas. Para que as empresas construam ambientes de trabalho saudáveis, é necessário observar as condições de trabalho, fortalecer a prevenção e promover um espaço onde o diálogo e o cuidado sejam priorizados. A Perfil Saúde Corporativa está comprometida em ajudar as empresas a implementar essas práticas, garantindo um ambiente mais seguro e saudável para todos.

Crédito da imagem: Perfil Saúde Corporativa