segunda-feira, 19/10/2026

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Garoto com doença degenerativa almeja cadeira adaptada para conquistar mais independência

Em Praia Grande, no litoral de São Paulo, a luta de uma família para garantir mais conforto e autonomia ao pequeno Guilherme Fronzi Lima, de apenas 11 anos, está chamando a atenção da comunidade.…

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Em Praia Grande, no litoral de São Paulo, a luta de uma família para garantir mais conforto e autonomia ao pequeno Guilherme Fronzi Lima, de apenas 11 anos, está chamando a atenção da comunidade. Diagnosticado com Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) aos 5 anos, Guilherme enfrenta desafios diários em sua mobilidade, que se agravaram com o passar do tempo. Atualmente, ele não consegue mais andar e apresenta dificuldades em mover os braços e as mãos.

A mãe de Guilherme, Fernanda Lima, compartilhou que a progressão da doença foi mais rápida do que a família esperava. “Ele andou até os 9 anos, mas a perda de mobilidade veio acompanhada do encurtamento dos tendões. Foi difícil lidar com isso”, desabafou. Agora, a esperança da família está em uma cadeira de rodas motorizada e adaptada, que pode proporcionar ao menino mais conforto e a tão desejada independência.

Recentemente, a família levou Guilherme para experimentar a cadeira e a felicidade do garoto foi evidente. “Ele conseguiu se mover sem precisar chamar alguém para ajudar. Isso foi muito emocionante para nós”, contou Fernanda, visivelmente tocada pelo momento. O custo do equipamento, que ultrapassa os R$ 20 mil, é um desafio para a família, que tem recorrido às redes sociais para arrecadar fundos e divulgar a situação do filho.

O diagnóstico de Guilherme veio após observações de funcionárias da creche, que notaram quedas frequentes e dificuldades para subir em brinquedos. A consulta com um neurologista e os exames subsequentes confirmaram a DMD, uma condição que a mãe desconhecia antes de ver seu filho diagnosticado. “Nunca tinha ouvido falar sobre essa doença até aquele momento”, relembra Fernanda.

A Distrofia Muscular de Duchenne, conforme explicou a fisioterapeuta Vivian Vargas em uma reportagem anterior, é uma doença genética que se caracteriza pela falta da proteína distrofina, essencial para a saúde das fibras musculares. Os primeiros sinais podem ser sutis, como atrasos para andar e quedas frequentes, mas a condição avança, levando a uma significativa perda de força muscular.

A importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado é fundamental para melhorar a qualidade de vida das crianças afetadas. Embora não haja cura para a DMD, cuidados e tratamentos podem ajudar a controlar os sintomas e retardar complicações futuras. A história de Guilherme é um lembrete da luta diária de muitas famílias que enfrentam desafios semelhantes, e a solidariedade da comunidade pode fazer toda a diferença nessa jornada.